terça-feira, 12 de maio de 2009

Nada de nada

Chega uma hora em que a gente não procura mais um sentimento, não procura indiferença, procura na verdade o nada! O nada que não te prende, que não te faz mal, que não te contamina, que não te impede de sorrir. Você só quer "ter" nada, para poder ser tudo.
Esse nada é inalcançável, a gente sempre sente o que menos quer.
Sente vontade de estar perto de alguém, mas esse alguém não pode ser qualquer um, tem que ser especial, não que você sinta algo, tem de ser ela apenas, mas porque ela? Sente vontade de beijar, mas não beijar qualquer um, beijar uma pessoa em especial, não que ela seja com quem você sonha todos os dias. Sente vontade, querer, desejo de alguém que não necessariamente é o amor da sua vida, ou que você esteja apaixonada, apenas sente vontade e quer aquela pessoa.
Ah, chega uma hora que ninguém entende, ou sabe definir o nada. Esse não sentir, talvez incomode mais que o sentir, não se pode chamar de amor, paixão, nem de indiferença, não se pode chamar de coisa alguma. E como querer algo que você não sabe definir? Por um acaso alguém já achou o significado de amor?