segunda-feira, 2 de abril de 2007

Não se trate, Escreva um livro!

Um dia me disseram os bons escritores, me mostraram nomes e me aconselharam a ler suas histórias. Perguntam sobre ele no vestibular, retratam a época, além do velho e pomposo ideal do: “museu de grandes novidades”. Afinal tudo que se faz passado é presente, os problemas não mudam só tomam proporções maiores, óbvio os problemas são antigos!
Um dia me apontaram algumas pessoas como inteligentes, bonitas, o padrão que eu deveria seguir, o comum! E essas liam aqueles mesmo escritores que me aconselharam ler, afinal eram bons e todos que querem ser bons têm de ler.
Essas mesmas pessoas me estipularam o padrão me dizendo como eu deveria ser, me medicaram para ser normal e ter uma boa vida e claro, ler aqueles escritores (cito alguns apenas para referência: Augusto dos Anjos, Manuel Bandeira, Machado de Assis, Monteiro Lobato...e seguem depois desses mais de 100 escritores dados como bons).
Porém quando se lê a historias da vida e, assuntos sobre a personalidade desses autores percebe que não seguem os padrões. Agora me pergunto como alguém lê obras de alguém que não esta nos padrões estipulados e ainda diz que é bom? Como todo um sistema de ensino gira entorno de ideais sendo que os que o escrevem não seguiam o comum? Como me pregam o comum e pedem pra ler o “errado”? Quem disse que é errado?
Por que os seguidores dos padrões precisam fazer alusão aos “não padronizados”. Para não cair na mesma? Ou, para ver alguém em estado pior? Porque as pessoas procuram psicólogos ou psiquiatras se fariam mais sucesso escrevendo livros?