29.7.12

Um coração amargurado, um olho apertado e algumas palavras que não foram digeridas ainda. Dois copos de cerveja para tentar anestesiar, aliviar. Ao fim da noite sem as palavras de quem se queria ouvir, sem os carinhos que queria receber, deitar com o travesseiro entre as pernas e esperar o sono acalmar, levar o que não quero. Um ciúme descompassado, uma loucura repentina, uma cerveja não social, uma familia em construção, e eu. Viro de lado, deito com o travesseiro entre as pernas e espero o sono me acalmar, me levar. Acordo, não mais calma, com a cabeça não vazia, e o estômago com fome mas revirado de ontem, saio, sem um beijo, sem mais nada. E chego, nada aconteceu como o combinado, seria eu mesmo quem devesse tomar as redeas de tudo isso e reerguer? Às vezes carregamos um mundo nas costas que não é nosso. Afinal, quantos mundos existem dentro desse em que vivemos? O meu, o seu, o nosso, o dele, o dela. Qual devo carregar?

25.7.12

para ser um gÊnio é preciso respostas prontas? Me contento com o básico, básico que sei o que significa!

24.7.12

Porque o Adeus, mesmo que não definitivo, magoa? A sensação de perda, perda de algo importante, algo que rege os dias é tão severa que mesmo que seja por alguns instantes maltrata o peito. Seriam os homens tão dependentes de certezas que se angustiam longe delas? Quanta hipocrisia! O homem desejando mais tempo e em contradição querendo que o tempo corra para momentos específicos, como eu, para uma data que não será marcada. O coração confunde a mente, faz a razão irracional e a ciência farsa. Eita coração, aquieta, que não há de se provar o que é o amor tão cedo.

13.7.12

O mais incrível da vida, de tempos em tempos, ainda é o amor. De todos os mundos secretos dentro deste, de todos os não secretos também ele é o único que tende a florescer por todas as terras. Das mais secas, esturricadas, as mais propícias. Ainda não entendemos o porque, o que motiva, só sabemos que se desloca em uma fração de segundos um arrepio que toca a sola dos pés e atinge a nuca, passando pelas costas como um raio trazendo com ele um tremor inconsciente. Em um mundo pode ser discreto, apenas olhares a um qualquer, no outro são flores muito bem selecionadas da melhor floricultura.

12.7.12

"De todas as tecnologias que criei, sou a mais obsoleta"
"Às vezes até mesmo o coração tem que ser racional"

11.7.12

título 1

 quando as coisas já saíram do lugar e não é possível mais ter ao certo aquele lugar, aquele especifico, onde você guardou e tem certeza que se lembraria. é só uma questão de juntar as peças e notar que nenhuma se encaixa. é uma espécie de movimento browniano mas sem conseguir se distanciar para ver o todo.

os dias tem passado como pequenas partes em que não é possível contar a grande conquista, a risada larga, o trabalho entregue, o passeio ao longo da via, ou então contar qualquer coisa que não seja um número que mudou de classificação no IBGE.

e nesse momento o caminho mais claro é concordar e seguir, aguardando o tal dia que tudo volta, as pessoas voltam, as relações se conectam e a tal vida feliz e (im)perfeita volta. Como tudo deveria ser.

o grande ponto, é que a vida normal é também a imperfeita, onde as relações não são justas, onde nem todos tem um amor, a fome existe e dói, a falta de água se confunde com o esgoto, a fome com o lixo, a justiça com a opressão e tantas outras feridas que se tenta cicatrizar de fora para dentro com um band-aid.

o nome de uma nova rua onde não há esperança, uma nova política não endereçada, um novo começo no meio do caminho, um caminho que não se sabe se tem ponto de chegada.

para lembrar, que no fim, o que importa mesmo é o que sai de você e vai para o mundo com amor. Quanto amor você deposita na vida? Quanto da sua vida é em primeira pessoa? Qual é a pessoa que você quer bem? Querer bem há uma pessoa só? Sobre o que estamos falando de normal?